José(Zé)está feliz pois sua querida esposa Luma vai lhe
dar uma linda bebê. Eles terão o primeiro filho, que se chamará Luana. Zé é simpático, brincalhão, todos a sua volta tem ele como um grande amigo.
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| Zé |
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| Luma |
José é um homem feliz e trabalhador, muito apaixonado por
sua esposa que trabalha como telemarketing. A felicidade de Luma e Zé dura
pouco, ao Luma dar a luz ela tem um avc e entra em coma. A vida de Zé vira de
cabeça pra baixo pois terá que cuidar de sua filha bebê e de sua esposa que se
encontra no estado vegetativo. A partir do momento que Zé vê Luma naquele estado ele se torna um homem amargurado, frio, sério, não conversa
mais e não ri mais. Ele não consegue
olhar pra filha com olhar de amor, pois no fundo acha que a filha foi culpada
pela desgraça na vida da sua esposa.
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| Luana |
Zé chega no hospital e descobre que Luana nasceu, mas Luma está muito mal. Ele senta na recepção do hospital e pede a Deus que não deixe sua esposa morrer. Uma semana se passa e Luma continua em coma. Zé começa entrar em desespero, então ele pede a Deus que deixa ela sobreviver, mesmo que ela viva vegetando, mas ele não quer perder sua amada. Duas semanas se passam e o bebê tem alta, Zé não liga pra criança, ele só quer saber da esposa. O médico informa que ele precisa levar a criança pra casa e Luma ainda não tem previsão de melhoras. Zé vai pra casa angustiado, coloca Luana no canguru, amarra no seu corpo e vai embora.
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| Zé e Luana |
Zé chega na oficina onde trabalha e é recebido com carinho pelos amigos, todos percebem a frieza de Zé com eles e com a própria filha. Zé compra um carrinho e coloca Luana no carrinho enquanto trabalha com os amigos. Zé não ri mais, não conta piadas e pouco fala. Ele não faz a barba e nem corta mais o cabelo. Zé fica desleixado.
Mais uma semana se passa e o médico manda Zé levar Luma pra casa e torcer pra que ela possa se recuperar. Luma não fala, não ri, só mexe os olhos, enfim ela se encontra no estado vegetativo e Zé se propõe a cuidar dela. Zé cuida da esposa com todo amor.. Ele passa pano úmido nela, coloca a alimentação na sonda, pega
Luana e vai trabalhar com a filha, ele paga uma vizinha pra olhar a esposa até
ele voltar pra casa. Ele mora numa quitinete nos fundos da Dona Efigênia, ela é
dona das quitinetes. Dona Efigênia cuida da Luma como se fosse sua filha, ela tem pena de Zé, ela só não consegue olhar Luana, por ela ser muito bebê ainda.
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| Zé depois do que acontece com a esposa |
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| Efigênia |
No trabalho, Zé coloca Luana no carrinho e os
amigos mecânicos Luizinho, Pedrão e Walcir ajudam olhar a
menina.
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| Luizinho |
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| Walcir |
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| Pedrão |
O dono da oficina seu Flores permite ele levar a criança por ele ser o
melhor funcionário.
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| Seu Flores |
- Dona Efigênia, a Luma mostrou alguma melhora? Pergunta Zé, esperançoso.
- Não meu filho, infelizmente, ela continua na mesma. Responde Dona Efigênia, triste.
Zé passa muito aperto, ele precisa de ajuda com remédio, fraldas de adulto, alimentação que passa na sonda, pomadas para assaduras, desodorante intimo, enxaguante bucal sem álcool, gases, colchão de hospital, e se sente impotente. Um dia ele chega na oficina mais abatido que nunca, então Walcir preocupado pergunta:
- Olha Zé, desde do momento que a Luma ficou nesse estado, eu não vejo mais você conversar, sorrir, e nenhuma demonstração de alegria. Fora o que houve com a Luma, tem mais alguma coisa que te incomoda?
- E você quer que eu sorria como? Não tá vendo na desgraça que minha vida se transformou? Responde Zé, num tom mais áspero que nunca.
Pedrão, ajuda Walcir na interrogação: - Amigo, eu sei que tudo que está se passando na sua vida é terrivel, deve lhe causar uma dor imensurável, mas hoje você está mais abatido. Você precisa de algo?
- Conta pra gente amigo, quem sabe uma parte da sua dor a gente pode aliviar. Diz Luizinho compadecido.
Zé, vendo que não pode mais esconder dos amigos e que não tem outra saída, ele se abre pros amigos. Ele conta que precisa de remédio, fraldas de adulto, pomadas e etc e etc...
Então, e os amigos fazem uma vaquinha entre eles e conseguem comprar pouca coisa que Zé precisa, mas ele fica grato. Um mês depois, Zé precisa faltar o trabalho para levar Luana ao pediatra, então, chega Isabella, uma mecânica nova para trabalhar na oficina. Isabella é uma morena linda, mas os rapazes acham que ela é sapatão, pois trabalha com cabelo preso, de boné, e roupa de mecânico masculinizada. Isabella é uma excelente mecânica e é afilhada de seu Flores. Os caras ficam malucos quando vêem a morena, mas ela já deixa claro que chegou pra trabalhar.
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| Isabella |
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| Isa trabalhando |
- Quem é essa gracinha? Pergunta ela aos rapazes.
- Nem adianta querer investir no gracinha, o cara é fechado pro mundo. Responde Luizinho com tom de deboche.
- Eu estou falando da neném. Nossa que homem mal encarado! Ele também trabalha aqui? Isa, expõe sua curiosidade.
Os rapazes contam para Isabella a triste história de Zé, ela fica com pena.
Luana chora muito nesse dia e Isa é a única que consegue acalmá-la. Zé percebe que Isa consegue acalmar Luana. Sem esboçar um sorriso, Zé pergunta para Isabella:
- Você é nova aqui?
- Sou, eu comecei hoje. Posso te ajudar com essa fofinha?
- Tô precisando muito. Você tem experiência? Tem filhos?
- Filhos não tenho, mas cuidei dos meus irmãos menores e primos também.
- Então tem mais experiência que eu.
Isa, sorri para Zé que não corresponde. No final do expediente, o dia ainda está claro, e Zé leva Luma na cadeira de rodas ao supermercado. Ele coloca Luana no canguru amarrado em seu corpo e empurra a cadeira de rodas onde Luma está sentada. No mercado, ele compra as coisas que Luma gostava de comprar. As pessoas olham com pena deles.
Os amigos de Zé sempre se reúnem a noite para tomar uma cervejinha, mas Zé não aceita, ele precisa cuidar da esposa. Um certo dia, dona Efigênia aconselha que ele vá se distrair um pouco, ela fica com a bebê naquela noite. Então, Zé aceita ir beber numa sexta-feira com os amigos, pois se sente muito triste.
Isa aparece no bar com calça de couro preta, blusa preta e jaqueta preta e cabelo solto, maquiada e de moto.
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| Isa de moto |
Pedrão fica espantado com Isa:
- Tá vendo que mulherão é nossa amiga de trabalho?
- Rapaz, isso é que é mulher, não é igual aquela coisa que eu tenho lá em casa. Responde Luizinho.
- Tu tá vendo Zé que escultura tem do nosso lado na oficina? Walcir instiga Zé.
- Acho que vocês precisam ter mais respeito com a colega de trabalho de vocês. E você Luizinho é casado como eu. Responde Zé.
- Sou casado, mas não tô morto. Luizinho com a resposta na ponta da língua.
Só pra Zé, a
beleza não faz diferença, pois é louco pela esposa ainda.
Isa se aproxima, senta e bebe com os amigos.
Todos sentados na mesa redonda bebendo e Walcir não pára de olhar para Isa.
- A gente pensava que você fosse lésbica. Todos riem, menos Zé.
- Porque? Quer saber Isabella.
- Porque você é toda durona e se veste bem masculino na oficina. Responde Pedrão.
Isabella ri deles.
- E você Zé, também pensava isso de mim? Isa pergunta ao Zé.
- Isabella, eu não tenho tempo de pensar nada de
ninguém. Minha cabeça só gira em torno de trabalho, trocar fralda,
mamadeira, ver a sonda da minha esposa, remédio na hora certa.
Inclusive eu já tô preocupado com ela. Tá acabando remédio, fraldas de adulto,
alimentação que passa na sonda, pomadas para assaduras, desodorante
intimo, enxaguante bucal sem álcool, gases. Enfim, tá acabando muita
coisa e eu não tenho condições de comprar.
Isabella tem uma ótima idéia:
- A gente pode pedir doações nas redes sociais.
Zè diz que não quer porque morre de vergonha, mas Isabella diz que ficará responsável em pedir ajuda. Zé não tem como negar. Então ele permite que ela faça a campanha. Isa diz que quando ela chegar em casa ela organizará tudo na rede social, e convida Zé pra dançar.
- Eu não sei dançar. Recusa, Zé.
- Vem, eu te ensino. Retruca, Isa.
Pedrão empurra Zé e força ele dançar. Zé vai pra pista e fica parado
olhando Isabella que dança pra ele. Ela desce até o chão,
sensualiza, passa a mão no peitoral dele e vai descendo a mão, quando
chega no umbigo, ele segura a mão dela e diz que vai embora. Ele solta a mão dela e vai embora. Ela volta pra mesa.
- Viu? Foi brincar com fogo! Debocha Walcir.
- Eu tava só brincando com ele, eu sei que ele é casado
e ama a esposa. Foi só uma brincadeira. Será que ele não vai mais
querer falar comigo? Isabella fica preocupada.
- Nada, amanhã ele volta normal. Dança comigo? Aproveita Luizinho.
- Vamos lá. Responde Isa.
Os dois vão pra pista e dançam.
Em casa, Zé cochila com a filha no canguru amarrado no seu
corpo, a tv tá ligada e passa um filme romântico. Ele ronca e acorda
assustado com o ronco. Quando acorda tem uma cena no filme uma mulher
transando com o marido. Ele fica olhando triste. Ele desliga a tv,
coloca a bebê no berço e vai no quarto da esposa. Ele acarícia o rosto
dela, o corpo dela e as pernas e chora. Zé canta para esposa:
-" Quando você chegar tira essa roupa molhada, quero ser a toalha e o seu cobertor..."
Passa na cabeça dele, o dia que eles se conheceram, foi numa noite de chuva forte e Zé dá carona pra Luma, dentro do carro dele tocava a música do Leandro
e Leonardo "Temporal de Amor". Zé, dá um beijo nela e volta pra sala.
Ele deita no sofá e lembra da Isabella passando a mão nele. Ele levanta
correndo e corre pro banheiro e toma uma banho de roupa e chora no
chuveiro.
Na manhã seguinte, Zé está consertando o carro de um homem e Pedrão, Luizinho e Walcir almoçam na cozinha na oficina. ele termina o conserto e vai almoçar também.
- A Isabella conseguiu fazer a campanha na internet? Pergunta Zé.
- Ela chegou passsando mal ontem, ela vai fazer hoje. Responde Pedrão.
- Ela ficou chateada por eu ter ido embora, ontem? Zé quer saber.
- Ficou né? Você não sabe nem brincar. Ela fez uma brincadeira e você saiu com raivinha. Luizinho provoca.
- Eu tava alterado com a bebida. Zé responde envergonhado.
Pedrão aproveita: - Zé, porque você não sai com ela? A mina é toda gostosinha!
- Pedrão, você me respeita! Eu sou um homem casado! Zé se zanga com Pedrão.
- Ah Zé, você me desculpa, mas você é praticamente um viúvo. Quanto tempo você não transa? Pedrão tenta provocar.
Zé começa a respirar fundo com raiva.
- Pedrão, vou te pedir mais uma vez, dá pra me respeitar?
- Pedrão, ele já pediu respeito. Esquece isso. Walcir aconselha Pedrão.
- Mas é verdade! Todo mundo pensa como eu, mas todo
mundo tem medo de falar. Tua mulher é quase um zumbi, ela é uma morta
viva e você tá indo pra cova junto com ela.
Zè levanta com ódio e dá um socão na cara do Pedrão.
- Você lava essa boca suja pra falar da minha mulher! Grita Zé irado.
Luiz e Walcir seguram os dois.
- Qual é Zé? Acorda pra vida seu babaca! Me solta Walcir, me solta que eu vou arrebentar ele. Pedrão se invoca.
Walcir e Luizinho pedem que eles se acalmem para que seu Flores não mande eles embora.
- Ok, desculpa. Eu me excedi. Se arrepende Pedrão.
Zè chora e senta.
- Poxa, Pedrão, você tá acompanhando meu sofrimento de
perto, viu como eu era feliz com a Luma e vem com uma dessa pra cima de
mim. Diz Zé entristecido.
- Me perdoa amigo! Eu só quero te ver feliz, eu não me
conformo de olhar todo dia pra você e ver esse rosto triste. O cara que
animava todos os dias essa oficina. Perdão amigo, perdão. Desabafa Pedrão.
Os dois apertam a mão e se abraçam.
Mais tarde, seu Flores chega e fica olhando todos trabalhando, ele olha no carrinho e a menina tá lá, ele não vê o Zé. Seu Flores pergunta pelo Zé e Isa diz que ele precisou correr em casa, seu Flores não gosta nada do que ouve. Ele pede que quando Zé chegar o procure no escritório. Isa preocupada que o padrinho mande Zé embora vai até o escritório e pede que o padrinho tenha paciência com Zé e que ela se propõe ajudar Zé com a neném pra ele não precisar faltar tanto. Seu Flores aceita.
Zé sai as cinco horas do trabalho e vai pra casa, ele coloca Luma numa cadeira de rodas com a ajuda de Efigênia e leva a esposa pra andar na pracinha. Ele pega flores e coloca no cabelo da esposa. Ele mostra o lugar na pracinha onde os dois acostumavam sentar pra namorar. Uma lágrima escorre dos olhos de Luma. Zé beija a esposa e vão embora. A noite, Zé cochila no sofá e a bebê começa a chorar. Ele
levanta pega ela no colo, balança, balança e nada dela parar. Ele sente
a menina quente. A neném tá toda embrulhada com roupa de lã. Ele corre pega a dipirona, mas não lembra quantas gotas precisa pingar. Ele liga para Vera, esposa de Luizinho, Vera tá com celular desligado. Ele liga para Efigênia e o marido atende. Ele diz que não é hora dela trabalhar e desliga o telefone na cara de Zé. Então, Zé liga pra Isa. Isabella corre pra casa de Zé. Ela tira as roupas toda da neném, deixando a criança só de fralda, pois a criança estava com roupa quente. Luana não pára de chorar, então Isa coloca a mão sobre o ouvido dela e Luana chora mais. Isabella desconfia que seja dor de ouvido. Como Zé não tem remédio para dor de ouvido, Isa pega a moto e corre até a farmácia mais perto para ir buscar. Dez minutos depois, a neném já tá dormindo no colo da Isa. Isabella coloca Luana no berço que dorme como um anjo.
- Ela dorme como um anjo! E como você fez pra descobrir que era ouvido? Pergunta curioso, Zé.
- Você tem que pegar seu dedo indicador e apertar aqui, Se ela chorar mais, aí é porque é dor de ouvido.. Explica Isabella.
- Você é boa nisso mesmo! Se admira Zé.
- Bom, agora eu preciso ir, Zé.
- Não, fica pra gente tomar uma cervejinha com pizza.
Isabella se anima. - Hum, tem pizza?
- É, eu comprei uma gigante e não consegui comer tudo. Tá na geladeira. Come comigo.
- Eu posso até ficar, mas primeiro você vai ter que dar um sorriso pra mim.
- Ah pára!
- É sério Zé. Eu nunca vi você sorrindo.
- Mas eu não tenho motivo nenhum pra sorrir!
- Por favor Zé, só um sorrisinho! Quero ver seus dentes.
- E você é dentista por acaso? Você é mecânica como eu.
- Ri Zé.
- Não Isabela!
Isabella começa a fazer careta para arrancar um sorrisinho de Zé. Zé não aguenta e sorri.
- Ahhh, consegui!!! Consegui!!! Festeja Isa.
- Vai comer ou não, sua boba?
- Tá bom, mas posso tomar um banho? Eu to muito suada!
Isabela já tomada banho e na cozinha comendo pizza e bebendo com Zé. Ela usa uma roupa de Luma.
- Você deveria sorrir mais vezes, seu sorriso é lindo!
Zé fica sério e abaixa a cabeça pra comer.
- Eu não tô te cantando não, não precisa fechar essa cara. Eu te respeito como um homem casado. Foi só um elogio.
- Eu fico sem jeito. Você me entende? Minha esposa está nesse estado e eu não tenho direito de pensar em outra mulher.
- Você tá certíssimo. Agora vamos falar em outra coisa?
- Você conseguiu colocar o pedido de doação na sua rede social?
- Humm, eu esqueci! Você tem notebook?
- Tenho, vou pegar.
Eles passam pela porta do quarto onde está a Luma. Isa olha pro quarto e pede a Zé para conhecer Luma, ele leva ela no quarto. Os dois entram no quarto. Isabela vê a foto do Zé e da Luma num porta retrato.
- Ela é linda, Zé! Diz Isa admirada.
- É a minha deusa, minha rainha.
Isa faz o pedido de doação na internet e na mesma hora recebe um monte de comentários.
- Olha quantas pessoas comentando! Tá vendo? Ainda existe coração bom nessa terra!
- Eu nunca me imaginei numa situação dessa! Eu aqui
pedindo ajuda, tendo que cuidar de um bebê recém nascido e da minha
esposa nesse estado triste. Eu plenejei ser feliz, mas a vida me deu
essa surpresa.
- Vocês se amavam a beça né?
- Muito! Nossa eu nunca amei ninguém em toda minha vida como eu amo essa mulher.
- E porque você não divide esse amor lindo que você tem por ela com a Luana. Ela é sua filha. Ela é fruto do amor de vocês.
- É complicado pra mim. Se ela não tivesse engravidado, isso não teria acontecido.
- Mas a Luana não tem culpa, vocês que não se cuidaram
ou que planejaram essa grávidez. Porque você insiste em tratar ela com
esse jeito frio? Ela precisa de você e do seu amor de pai, já que ela
não tem o amor da mãe. Se a Luma estivesse aqui, você acha que ela
estaria feliz vendo o jeito que você trata o fruto do amor de vocês?
- Acho que não.
- Então. Aquela coisinha linda ali do berço é sua filha. Ela merece e precisa do seu carinho de pai.
Isabela boceja.
- O sono começou a me pegar.
- Você pode dormir na cama que tem no meu quarto. Ou aqui na sala.
- Eu prefiro dormir aqui.
- Vou trazer os lençóis e um travesseiro.
Ele vai no quarto pega uns lençóis e um travesseiro.
- Obrigada Zé.
- Boa noite, Ah, obrigado por ter me defendido junto ao seu Flores.
- Que isso! Amigo é pra essas coisas.
Isabella dorme e no outro dia Zé chega com a filha na carona da moto da Isabella. Os amigos acham estranho. Todos olham pra eles estranho.
- Não é nada disso que vocês estão pensando não. Zé esclarece.
A tarde chegam as doações que Isa pediu nas redes sociais. Zé fica muito feliz.
Os meses vão se passando, Luana faz três, quatro, cinco, seis,
oito, nove meses e até que chega a um aninho. Num domingo, Zé tá em casa
deitado e o pessoal do trabalho, Vera, esposa do Luizinho, e o filho chegam com um bolinho,
chapéuzinho na cabeça, apito e lingua de sogra. Eels cantam parabéns para Luana. Isa bate foto de Zé, com Luma e Luana.
Na segunda-feira seu Flores chama Zé no escritório e diz que a menina não poderá mais ficar na oficina, pois já anda e pode se machucar. Então Zé e Isabella vão até a uma creche para matricular Luana. A diretora da creche passa todas as informações e diz que não pode atrasar para buscar a criança, um atraso, ela perde a vaga.
- Quem irá buscar, o pai ou a mãe? Pergunta a diretora.
- Ela não é a mãe, eu sou o pai. Eu que virei. Responde Zé.
- Mas vou deixar meu celular aqui, qualquer imprevisto podem me ligar, né Zé?
- Claro, a Isabela é uma amigona! Ela tem me ajudado com a Luana, já que minha esposa Luma está praticamente em coma.
No dia seginte Zé leva Luana pra creche e chega no trabalho esgotado, os amigos perguntam o que ele tem, ele diz que tá cansado. Eles dizem que ele precisa ser forte, porque a Luana precisa dele. Zé já irritado responde de forma grosseira:
- Vocês só falam isso, que a Luana precisa de você, a
Luana isso, a Luana aquilo. E eu? Eu preciso de quem? Eu dependo de
quem? Sabe de quem? De alguém que não pode dar o que eu quero. Eu sinto
falta dela, do amor dela, dos beijos dela, do sexo dela. Vocês não
conseguem me enteder?
- A gente tenta te entender, mas a gente não sabe mais como te consolar, amigo, falta palavras. Responde Walcir.
- Falta palavras, porque não tem palavras de consolo pra essa situação, é isso. Responde Zé, inconformado.
Todos abaixam a cabeça. O dia passa e Isabela não vai trabalhar, o expediente termina e Zé vai pra casa. Zé vai no quarto e vê a esposa naquele estado.
- Eu acho que você nunca vai voltar ser como era antes, meu amor. Acabou! Assim será nossa vida.
Zé sai do quarto vai na cozinha abre uma cerveja e
bebe chorando. Ele pega a bicicleta e vai pro bar. As horas passam e ele esquece
de ir buscar a filha.
As seis horas da noite, Isabela fazendo ginástica dentro de casa e recebe uma ligação. É o pessoal da creche, Isa pega a moto e sai correndo. A diretora diz:
- Olha infelizmente não vamos poder ficar com ela. Se
hoje no primeiro dia o pai não teve responsabilidade de pegar a filha
quem dirá os outros dias.
Isa implora:
- Por favor, não faça isso. Eu me comprometo de vir
pegar todos os dias. Não tira isso da menina. Ela precisa muito. Ela
não tem o amor da mãe, o pai está deprimido. Eu me comprometo em vir
pegar ela. Hein, me dá essa chance.
A diretora se compadece e dá mais uma chance. Isabella chega na casa do Zé revoltada.
- Zé! Zé seu irresponsável!
Efigênia aparece e diz que ele não tá, que saiu de bicicleta igual a um doido. Não falou nada com ela, e quando ela cheguou na casa dele, a Luma sozinha.
Isa deixa Luana com dona Efigênia e sai de moto atrás de Zé.
Ela chega no bar e Zé tá lá bebendo. Ela sai da moto com tanta raiva que a moto cai no chão.
- Você não tem vergonha não?
- Ih não vem encher o saco! Se não vai beber comigo, então vai embora.
- Você deixou sua filha na creche seu irresponsável e não foi buscar. Porque Zé? Porque?
Zé grita com ela: - Não enche o saco!
- O que você tá pensando da vida, seu covarde?
- Eu não sou covarde!
- É, é covarde sim. A partir do momento que você deixou
sua filha naquela creche abandonada e sua esposa que você diz que ama
mais que tudo, sozinha na sua casa, você é um baita de um covarde.
Ele chora, tenta se levantar da cadeira e cai no chão.
- Eu não sou covarde! Eu sou só um homem doente! Eu tô
doente de amor, doente de tesão, doente de carência. Eu sinto falta
dela, tá? Dos beijos dela, do carinho dela, das noites de amor com ela.
Isso você nunca vai entender. Você não é ela!
- Mas eu não quero ser ela, Zé. Você tá se matando aos poucos. Eu quero te ajudar, mas tá dificil!
Ela chora e continua.
- Eu não posso mais querer te ajudar Zé, você não se ajuda.
Ela vai pra subir na moto e Zé grita:
- Não me deixa Isa. Me ajuda a sair dessa. Eu não aguento mais.
Ela volta e pega ele pelo braço.
- Vem, vamos pra casa. Sua filha está te esperando. Ela ficou perguntando pelo papai.
- É?
- É, ela já te ama igual a Luma te ama. A Luana te ama muito.
- Tem certeza, Isa?
- Eu juro.
Efigênia dorme no sofá e no quarto a Luma está tendo
parada respiratória os aparelhos param de funcionar e Luma morre,
Efigênia não ouve e nem vê nada. Isabela entra com o Zé nos braços.
Efigênia vem até eles.
- Isabela, a Luana dormiu, ela tá no quartinho.
- Ela chamou por mim dona Efigênia? Pergunta Zé.
- Chamou muito!
- E a Luma?
- A Luma tá bem, tá dormindo.
Efigênia vai embora. Isabella coloca Zé no banheiro.
- Você vai me ver peladão? Pergunta Zé, preocupado.
- Não, não se preocupe que eu vou colocar você de roupa no banho. Responde Isa.
- É melhor. Porque se você vir meu corpo nu, você vai gamar.
- Eu imagino! Agora cala essa boquinha e entra pro banho.
Isabela abre o chuveiro e coloca o Zé debaixo da água. Ela o molha e pega o sabonete.
- Tira só a blusa, Zé.
- Só a blusa pode. Ah eu vou tirar a calça também, eu to de cueca.
- Que bom. Agora vamos lavar essa cabeça que você tá muito fedorento.
- Fedorento é você. Responde Zé.
Ele puxa ela pra debaixo do chuveiro.
- Não Zé! Ah eu tinha feito prancha.
- Ahhh não gosta de banho gelado!
- Eu gosto sim, mas eu já tinha tomado banho.
Os dois começam a rir, eles param e Zé fica olhando fixamente nos olhos dela.
- Você fica uma gracinha de cabelo molhado. Observa Zé.
Ele olha pra blusa branca dela que está transparente e vai falando devagar.
- E de blusa branca transparente molhadinha.
- Zé, pára com isso!
- Você é uma mulher muito bonita! E muito sexy também. Você tem namorado?
- Você sabe que não Zé.
- Os homens não sabem o que estão perdendo.
Zé alisa o rosto dela, ele chupa a água do chuveiro caindo no rosto dela, vai pelo rosto, pelo queixo e chega na boca.
- Eu tô com sede, tô só bebendo água, tá bom? Disfarça, Zé.
- Tudo bem. Responde Isa.
- Posso continuar? Pergunta Zé.
Ela balança a cabeça que sim. Eles se beijam. Ele
tira a roupa dela.
- A gente não devia estar fazendo isso. Diz Zé.
- Eu também acho que não. Responde Isa.
Se beijam novamente e fazem amor debaixo do chuveiro. Alguns minutos
depois ele de roupão sentado no chão do banheiro e ela de toalha sentada
na tampa do vaso.
- A gente não devia ter feito isso.
- Desculpa, eu não consegui me controlar.
- A Luma não merece isso. A gente tá na casa dela, ao lado do quarto dela. Nossa, eu nunca vou me perdoar por isso.
- Eu sou um canalha! Eu não presto! Eu tenho vergonha de mim.
Ele se levanta e vai ao quarto da esposa. Ele vê que ela está morta. Isabela só ouve o grito.
- Luma não!! Não, Luma!!!
Isa corre pro quarto.
- O que houve Zé?
- Ela tá morta! Ela tá morta!
- Mas o aparelho cardíaco não avisou?
- Não sei, ele tá apagado.
- Ele deu pane! Vamos chamar o médico.
Meia hora depois chega o médico.
O médico explica: - Ela teve uma parada respiratório e o aparelho que o
hospital concedeu deu defeito, ele pode ter tocado e vocês não terem
ouvido ou não tocou. Vocês estavam em casa?
Isabela e Zé ficam sem graça.
- Eu tava colocando o Zé pra tomar banho, ele tava muito alcoolizado.
- Pode ser que o barulho do chuveiro não permitiu que
vocês ouvissem o monitor cardíaco bipar. Vocês ficaram muito tempo no
banho? Porque parece que ela não morreu agora, parece que isso tem uma
hora. Diz o médico.
- A gente não tava aqui, a viznha que tava aqui cuidando da Luma.
- Ela é uma idosa.
- Ela pode ter dormido na hora que a sua esposa veio a óbito.
- Eu não consigo acreditar que minha Luma se foi.
Zé chora.
- Posso ficar sozinho?
- Claro. Diz Isa.
Isabela pega as coisas e vai embora. Zé fica parado olhando pro nada, triste. O enterro de Luma acontece e no final Zé indo embora muito triste encontra Isa e seu Flores.
- Meus sentimentos. Cumprimenta Isa ao Zé.
- Seja forte como você sempre foi Zé. Seu Flores tenta fortalecê-lo.
- Seu Flores, foi bom encontrar o senhor aqui. Eu quero informar que eu vou embora da cidade. Avisa Zé ao seu Flores.
- Aé, e você vai pra onde, meu filho?
- Meu padrasto me chamou pra trabalhar na oficina que meu meio irmão abriu.
- E é longe daqui? Pergunta Isa, preocupada.
- Umas duas horas daqui até lá.
- Que pena Zé.
- Eu já vou, tenho que ajeitar minhas coisas e da Luana, amanhã cedo pego a estrada.
Tchau. Obrigado por tudo que você fez por mim e pela minha filha. Ao
senhor também seu Flores.
Zé sai e os amigos vão atrás. Isa fica muito triste.
- Que cara é essa, minha linda?
- Eu não queria ele fosse padrinho!
- Ihhh, já vi que você se apaixonou pelo Zé.
Flores ri e abraça ela.
No dia seguinte, Zé arruma as malas e a bolsa da filha. Ele abre uma gaveta do guarda-roupa e cai um diário do armário.
- Que isso? Um diário? Eu nem sabia que minha esposa tinha um diário.
Ele senta na cama e abre o diário e lê.
- "Eu sou a mulher mais feliz do mundo, eu casei com o
homem mais maravilhoso dessa terra! Ele é fiel, carinhoso, amigo,
companheiro, sincero, amoroso. Me sinto a mulher mais feliz e realizada
desse mundo."
Ele vira algumas folhas.
- "Hoje nós descobrimos que seremos pais de uma linda
menininha. Tem mulher mais feliz que eu? Acho que não." Tenho certeza
que o Zé será o melhor pai do mundo! Ele e eu saberemos criar, amar e
educar nossa filhinha. Eu sei que ela vai ser puxa saco dele, porque a
menina é assim, mas isso não vai fazer eu ficar com ciúmes e sim
realizada, sei que ele terá um amor duplo, o meu e o dela."
Ele vira outras paginas.
- "Hoje eu fiz seis meses e estava me sentindo um pouco
mal, fico com medo de minha filhota nascer prematura, mas se isso
acontecer, sei que eu e meu amor vamos saber cuidar bem da nossa
princesa. Outra preocupação é minha pressão alta, mas eu posso
descansar também porque se acontecer qualquer coisa ruim comigo na hora
do parto, o Zé será o pai e a mãe que a Luana precisa. O amor dele
nunca vai faltar, isso tenho certeza. E se eu vir a óbito, o Zé terá
toda a carta branca pra refazer sua vida com quem ele ama e com quem o
ama, e quero que seja alguém que dê sua vida pela nossa filha."
Zé fica pensativo. De repente ele sente falta da filha.
- Luana, Luana cadê você?
Ele vai na sala e acha a filha vendo tv.
- Vem cá filha. Você quer comer uma bananinha? Quer? O pai vai pegar.
Ele descasca a banana e dá pra filha.
- Toma meu amor. Olha aqui, perdoa o pai por ter sido frio com você esse tempo todo! O pai te ama muito, sabe. Ele beija a filha. Isabella chega na casa dele.
- Isabella! O que você tá fazendo aqui? Zé pergunta feliz.
- Eu vim dizer que eu te amo e não quero que você vá embora. Será que cabe mais uma na sua bagagem? Eu sou mecânica também e olha que trabalho muito bem. Pergunta ao seu meio irmão, se tem vaga pra uma mulher mecânica. E das boas!
Zé ri.
- Eu conheço suas habilidades profissionais, Isa.
- Me leva com vocês. Eu não posso mais viver longe da minha Luaninha e nem de você.
- Vem cá.Zé puxa ela, lhe dá um beijo no rosto e um abraço super apertado e carinhoso. Os amigos entram.
- Mas o que é isso, hein? Grita Luizinho.
- Mas o que é isso digo eu. Diz Zé.
- Nós viemos aqui implorar pra você não afastar nossa levadinha da gente. Quem vai bagunçar a oficina? Pedrão aproveita.
- Quem vai dar aquele sorrisinho gostoso que só ela sabe dar? Diz Walcir.
- Poxa amigo, a gente trabalha tanto tempo junto! Diz Luizinho com olhos lacrimejando.
- Mas essa casa, esse lugar me faz lembrar da Luma. Desabafa Zé.
- Já arrumamos uma casa legal e barata num bairro perto da oficina. Nâo vai não, amigo. Tu vai deixar esse mulherão aqui sozinha? Pedrão não perde tempo.
- Fica Zé, eu te amo tanto. Insiste Isa.Zé coça a cabeça.
- Mas eu já arrumei tudo.- Se o problema é esse, a gente desarruma pra você. Brinca Luizinho.
- Ou melhor, vamos deixar arrumado pra mudança. A casa que a gente alugou pra você já tá desocupada. Walcir lembra aos amigos.
- Ok, vocês venceram. Vamos fazer a mudança agora. Responde Zé.
- Ah, mas antes você vai fazer as pazes com o barbeiro. Isa se empolga.
- Mas já? Responde Zé desanimado.
Isa leva Zé pro barbeiro e os amigos fazem a mudança.
Um ano depois...
Zé e Isabella estão consertando um carro. Zé está sem barba e cabelo cortado.
- Não amor, essa peça ainda tá meio frouxa. Briga Isa com Zé.
- Claro que não Isa, ela tá firme, olha aqui. Retruca Zé.
- Zé, aperta mais. Olha aqui. Reclama Isa.
- Cê tá tão linda hoje! Tá cheirosa! Zé, elogia Isa.
- É? Hum você também tá super gato hoje e todo o dia. Agora preste atenção nessa peça.
- Me dá um beijinho aqui. Zé pede beijo.
Eles se beijam.
- Agora olha, essa peça tá frouxa. Isa continua.
- Não tá amor, eu apertei forte.
- Zé, meu querido, olha aqui, eu tô conseguindo mexer ela. Insiste Isa.
- Isa, eu apertei com chave de fenda.
- Você é muito teimoso! Você nunca me escuta no trabalho.
- Eu não te escuto? Eu sempre te escuto, Isa. Você é que não me escuta.
- Xi, começou os pombinhos a discutirem sobre conserto de carro. Ri Walcir.
- Eu sempre te ouvi, Zé. Responde Isa.
- Mas não me ouve mesmo! Eu disse pra você não comprar aquele sapato marron e o que aconteceu? Você comprou e inchou teus pés.
- Só essa vez que não te ouvi, e você não me ouve nunca. Diz Isa.
- Quando eu não te ouvi? Zé quer saber.
- Quando eu falei pra você da mola do carro, você não trocou e o carro deu defeito de novo.
- Mas aí foi o dono do carro que não quis trocar. Responde Zé.
- Mas você como mecânico... Continua Isa.
Eles ficam discutindo e os amigos só olhando e rindo.
- Daqui a três minutos eles param e começam a se beijar. Diz Luizinho.
Os dois param de discutir e se beijam.
- Todo dia é isso que a gente já gravou. Pedrão ajuda.
- Vamos tomar nosso café que a novela estrangeira já acabou. Walcir zomba.
- Pelo menos nosso amigo Zé, está de volta. Diz Luizinho feliz.
Os três vão pra cozinha rindo. Zé e Isa estão abraçados se beijando.
- Briguenta e chata! Diz Zé.
- Ah eu que sou briguenta? Eu te amo mecânico ranzinza.
- Minha morenaça! Eles se beijam.
No pôr do Sol, Isa, Zé e Luana na praia jogando bola. Eles jogam pra Lu e Lu joga pra eles. Enquanto eles brincam na praia aparece
O Fim.
- Toma meu amor. Olha aqui, perdoa o pai por ter sido frio com você esse tempo todo! O pai te ama muito, sabe. Ele beija a filha. Isabella chega na casa dele.
- Isabella! O que você tá fazendo aqui? Zé pergunta feliz.
- Eu vim dizer que eu te amo e não quero que você vá embora. Será que cabe mais uma na sua bagagem? Eu sou mecânica também e olha que trabalho muito bem. Pergunta ao seu meio irmão, se tem vaga pra uma mulher mecânica. E das boas!
Zé ri.
- Eu conheço suas habilidades profissionais, Isa.
- Me leva com vocês. Eu não posso mais viver longe da minha Luaninha e nem de você.
- Vem cá.Zé puxa ela, lhe dá um beijo no rosto e um abraço super apertado e carinhoso. Os amigos entram.
- Mas o que é isso, hein? Grita Luizinho.
- Mas o que é isso digo eu. Diz Zé.
- Nós viemos aqui implorar pra você não afastar nossa levadinha da gente. Quem vai bagunçar a oficina? Pedrão aproveita.
- Quem vai dar aquele sorrisinho gostoso que só ela sabe dar? Diz Walcir.
- Poxa amigo, a gente trabalha tanto tempo junto! Diz Luizinho com olhos lacrimejando.
- Mas essa casa, esse lugar me faz lembrar da Luma. Desabafa Zé.
- Já arrumamos uma casa legal e barata num bairro perto da oficina. Nâo vai não, amigo. Tu vai deixar esse mulherão aqui sozinha? Pedrão não perde tempo.
- Fica Zé, eu te amo tanto. Insiste Isa.Zé coça a cabeça.
- Mas eu já arrumei tudo.- Se o problema é esse, a gente desarruma pra você. Brinca Luizinho.
- Ou melhor, vamos deixar arrumado pra mudança. A casa que a gente alugou pra você já tá desocupada. Walcir lembra aos amigos.
- Ok, vocês venceram. Vamos fazer a mudança agora. Responde Zé.
- Ah, mas antes você vai fazer as pazes com o barbeiro. Isa se empolga.
- Mas já? Responde Zé desanimado.
Isa leva Zé pro barbeiro e os amigos fazem a mudança.
Um ano depois...
Zé e Isabella estão consertando um carro. Zé está sem barba e cabelo cortado.
- Não amor, essa peça ainda tá meio frouxa. Briga Isa com Zé.
- Claro que não Isa, ela tá firme, olha aqui. Retruca Zé.
- Zé, aperta mais. Olha aqui. Reclama Isa.
- Cê tá tão linda hoje! Tá cheirosa! Zé, elogia Isa.
- É? Hum você também tá super gato hoje e todo o dia. Agora preste atenção nessa peça.
- Me dá um beijinho aqui. Zé pede beijo.
Eles se beijam.
- Agora olha, essa peça tá frouxa. Isa continua.
- Não tá amor, eu apertei forte.
- Zé, meu querido, olha aqui, eu tô conseguindo mexer ela. Insiste Isa.
- Isa, eu apertei com chave de fenda.
- Você é muito teimoso! Você nunca me escuta no trabalho.
- Eu não te escuto? Eu sempre te escuto, Isa. Você é que não me escuta.
- Xi, começou os pombinhos a discutirem sobre conserto de carro. Ri Walcir.
- Eu sempre te ouvi, Zé. Responde Isa.
- Mas não me ouve mesmo! Eu disse pra você não comprar aquele sapato marron e o que aconteceu? Você comprou e inchou teus pés.
- Só essa vez que não te ouvi, e você não me ouve nunca. Diz Isa.
- Quando eu não te ouvi? Zé quer saber.
- Quando eu falei pra você da mola do carro, você não trocou e o carro deu defeito de novo.
- Mas aí foi o dono do carro que não quis trocar. Responde Zé.
- Mas você como mecânico... Continua Isa.
Eles ficam discutindo e os amigos só olhando e rindo.
- Daqui a três minutos eles param e começam a se beijar. Diz Luizinho.
Os dois param de discutir e se beijam.
- Todo dia é isso que a gente já gravou. Pedrão ajuda.
- Vamos tomar nosso café que a novela estrangeira já acabou. Walcir zomba.
- Pelo menos nosso amigo Zé, está de volta. Diz Luizinho feliz.
Os três vão pra cozinha rindo. Zé e Isa estão abraçados se beijando.
- Briguenta e chata! Diz Zé.
- Ah eu que sou briguenta? Eu te amo mecânico ranzinza.
- Minha morenaça! Eles se beijam.
No pôr do Sol, Isa, Zé e Luana na praia jogando bola. Eles jogam pra Lu e Lu joga pra eles. Enquanto eles brincam na praia aparece
O Fim.













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